Viabilidade da elaboração própria de cores ao verniz para reintegração cromática através da experimentação
Palavras-chave:
reintegração ao verniz, reintegração cromática, testagem de tintas, elaboração de tintas, materiais alternativosResumo
O presente artigo investiga a viabilidade da produção própria de tintas não aquosas para a reintegração cromática. Esta prática artesanal, historicamente realizada por artistas e cada vez mais adotada por conservadores-restauradores, surge tanto como resposta a problemas de estabilidade, acabamento e conservação das tintas comerciais especializadas, como à necessidade de reduzir custos nos processos de restauro. Tendo em conta as aparentes vantagens das cores de elaboração manual, foi realizado um estudo experimental através da preparação e análise de ensaios laboratoriais com diferentes combinações de pigmentos e vernizes. Por meio de testes de envelhecimento acelerado, observação microscópica e análises colorimétricas, avaliaram-se a coesão, homogeneidade e estabilidade das misturas. Os resultados indicam que a viabilidade desta prática depende em grande medida da natureza dos materiais e da sua correta formulação, concluindo que, sob determinadas condições, poderá ser considerada para aplicações em contextos profissionais de restauro, com possibilidade de otimizar as suas propriedades.
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